No último sábado, dia 01, fui visitar a exposição “Arte na França, 1860-1960: o Realismo”, que está no MARGS. Para meu espanto, tinha uma fila de 40 minutos na entrada. Coisa rara. Fila em museu no Rio Grande do Sul, eu nunca tinha pego. De qualquer modo, não bastasse a espera, fui barrada na porta porque estava usando uma mochila. Uma daquelas básicas que uso para carregar a carteira, o celular e a chave de casa, já que por recomendação médica, não uso bolsas pendendo de um lado ou outro do corpo, na tentativa de garantir alguma sobrevivência à minha coluna, hoje tão detonada pelo uso do computador.
Fui encaminhada, educadamente, pelo segurança, ao balcão para deixar a minha mochila lá. Tirei a carteira, o celular e a chave de dentro, e entreguei a mochila vazia para um moço, que me deu um número para garantir que a minha mochila ia estar cuidadosamente guardada no chão atrás dele. Enquanto isso, donas com bolsas gigantes vermelhas, amarelas ou pretas passavam na minha frente.
Lá dentro, com todos os ambientes lotados - talvez para dar a sensação ao porto-alegrense de que estava na verdade no Louvre, com seus milhões de visitantes diários – vi pela primeira vez “um Renoir”. Pedi um instante de silêncio aos amigos que estavam comigo para aproveitar o momento. Também vi Matisse, Monet, Picasso, Van Gogh, Cézanne, Di Cavalcanti, Anita Malfati etc. A maioria vindo do MASP. Valeu a pena.